Cartomancia - por Emmanuel

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Cartomancia: Buscando conselhos no Baralho Comum

Esse foi o título do primeiro workshop de cartomancia que apresentei, em janeiro de 2006 na Casa da Cultura Godofredo Rangel de Três Corações. Agradecimentos a todos que participaram do evento.

Abraham Solomon - Fortune Telling

Com suaves modificações, esse foi o primeiro oráculo que abri. Quando minha avó me ensinou a conversar com as cartas, tudo foi muito sutil, como sutis são as conversas com avós mesmo. Entre um lanche e outro, com bastante chá mate e bolinhos de chuva - que eu adoro até hoje, diga-se de passagem... - Ela me ensinou que as cartas dizem mais que as seqüências de Ás a Ás do Buraco.
Embaralhe um baralho virgem. (Meu primeiro baralho dividia-se entre a tarefa sagrada délfica e o carteado ordinário, mas realmente não recomendo que isso ocorra.) Corte-o em três montes. Disponha duas fileiras de oito cartas, separando uma nona carta para o pensamento da pessoa em quem o consulente mantém seu próprio pensamento. (Logo se vê que esse é um jogo voltado para amantes.) Eu disponho em Cruz, minha avó em duas fileiras de quatro cartas cada uma. Coloque três cartas em cada casa. Efetue a leitura combinando o significado da carta de tal forma que surja uma frase coesa. (Essa é a parte mais difícil...). Tente combiná-la com a frase que surgirá na casa seguinte.
Repita o procedimento três vezes: a primeira para o passado, a segunda para o presente e a terceira para o futuro.
O baralho comum é muito interessante para abrir a Visão, assim acredito, porque não temos as imagens para nos orientar. Somente uma palavra-chave, por vezes cerceada de sinônimos nos livros da área. Mas o que acredito ser interessante é que a própria pessoa encontre seus sinônimos.
Outra questão interessante é a escolhap or escrever ou não na carta o significado. Não vi muita diferença. O fato de escrever nos dá, claro, uma maior posse do baralho, por vermos nas cartas nossa letra, nosso esforço de compreensão. Mas o baralho sem nada escrito funciona tão bem... Além de não levantar suspeitas quando sofremos a reprovação de pais e amigos.
Fica aí uma escolha.